É notório o fascínio que as crianças possuem pelo novo, característica que (com muito empenho) mutilamos em sua vida na escola ou em outras instâncias da sociedade. Desde o momento em que estamos no ventre materno procuramos o novo, queremos a expansão de nossos horizontes, por isso saímos do abrigo protegido e acolhedor de nossa mãe. Alguns irão argumentar: “mas é a natureza que nos expulsa!” Caro amigo, a natureza nos dá apenas a primeira lição. Ela não comporta a mesmice, ela refaz sempre suas obras mais perfeitas, “a natureza mexe em time que está ganhando”, como diria Nilton Bonder. Nós tratamos apenas de tornar a vida ortodoxa, a burocracia é o maior exemplo disso. Em algum momento adoecemos, começamos a temer o novo. No momento em que enfileiramos as crianças na escola, que impomos dogmas, estamos contaminando-as com essa doença paralisante do espírito, estamos agindo contra a natureza delas e contra a nossa. Agimos como os Zumbis dos filmes de terror, contaminando-as com nossas mordidas infectadas, devorando-lhes o cérebro. Uma vez doentes, estamos presos às amarras de nosso tempo, presos a estas amarras, condenamos o novo.
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